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==A era de Armando Marques==
 
==A era de Armando Marques==
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Dos nove atiradores olímpicos do [[Sporting]], destaca-se [[Armando Marques]] que, em 1976 nos Jogos de Montreal, Canadá, conquistou a Medalha de Prata no Fosso Olímpico, feito que repetiria no ano seguinte no Campeonato do Mundo.  
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Dos nove atiradores olímpicos do [[Sporting]], destaca-se [[Armando Marques]] que, em 1976 nos Jogos de Montreal, Canadá, conquistou a Medalha de Prata no Fosso Olímpico, feito que repetiria no ano seguinte no Campeonato do Mundo. Já nos anos 1980 continuou a destacar-se no Tiro ao Chumbo, com títulos nacionais de Tiro ao Voo, o 4.º lugar no Campeonato do Mundo de Tiro ao Voo de 1985 e a vitória na Taça da Europa de Tiro às Hélices em 1987. Depois de Armando Marques, o Tiro ao Chumbo deixou de ter expressão no Sporting.
  
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Apesar desses sucessos a secção de Tiro à Bala do Sporting passou por algumas dificuldades na passagem da década de 70 para a de 80, essencialmente devido à construção dos novos ginásios dentro do [[Estádio José Alvalade]] tinha levado à destruição da carreira de tiro leonina, mas em 1981 um grupo de atiradores sportinguistas liderados por [[Rui Romão Ramalho ]] e [[António de Azevedo Lage]], apostou na reativação da mesma, enquanto [[Armando Marques]] continuava a destacar-se no Tiro ao Chumbo.
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Apesar desses sucessos, a secção de Tiro à Bala do Sporting passou por algumas dificuldades na passagem da década de 70 para a de 80, essencialmente porque a construção dos novos ginásios dentro do [[Estádio José Alvalade]] levou à destruição da carreira de tiro leonina. Em 1981 um grupo de atiradores sportinguistas liderados por [[Rui Romão Ramalho]] e [[António de Azevedo Lage]] apostou na reativação da secção, que ficara reduzida a poucos atiradores.
  
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Em 1986 [[Mário Serafim]] foi Campeão Europeu de Juniores em Carabina.
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==A geração de ouro da carabina==
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Sem carreira de tiro própria, os atiradores do Sporting treinavam e competiam na carreira do Estádio Nacional. Foi com o antigo atirador olímpico [[Manuel Correia da Costa]] como treinador que, a partir de 1983, se formaram três jovens vizinhos que se estrearam juntos no Clube: [[Mário Serafim]], [[Sérgio Costa]] e [[Rui Alves (Tiro)|Rui Alves]]. Ainda juniores, venceram a maior parte das provas de carabina em que participaram, e em 1986 foram chamados à primeira equipa de juniores que Portugal levou a um grande torneio internacional. Em 1986 [[Mário Serafim]] foi Campeão Europeu de Juniores em Carabina Livre Deitado, em Budapeste.
  
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==O Tiro no Sporting no Século XXI==
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Pouco depois surgiu [[Carla Ribeiro]], filha do antigo atirador olímpico [[Mário Ribeiro de Oliveira]], que aos 16 anos era já Mestre Atirador e bateu sucessivamente os recordes nacionais femininos de carabina. Na pistola, a grande figura era [[José Jacques Pena]], que se qualificou para os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, mas desistiu de participar depois da morte da mulher num acidente, durante o estágio de preparação.
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No final dos anos 1980, com esta geração e com atiradores mais experientes como [[Ricardo Avelar]] e [[Armando Nunes Henriques]], o Sporting voltou a ser o clube mais forte do país: venceu a Taça de Portugal da Federação Portuguesa de Tiro em 1987 e 1988 e o troféu «Campeonato Nacional» em 1988 e 1989, atribuído ao clube com mais pontos no conjunto dos Campeonatos Nacionais.
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Em janeiro de 1990 entrou finalmente em funcionamento a nova carreira de tiro de 10 metros, na Bancada Nova do [[Estádio José Alvalade]], uma aspiração de longa data. Até meados da década o Sporting dominou as carabinas: ganhou quase todos os títulos nacionais por equipas a 50 metros e, em Carabina de Ar Comprimido, foi campeão nacional dez anos seguidos, até 1996, umas vezes por equipas e outras só individualmente. [[Mário Serafim]] tornou-se o grande especialista nacional de Carabina de Ar Comprimido, batendo várias vezes o recorde nacional. Tudo isto numa secção totalmente amadora, em que os atiradores pagavam do seu bolso as próprias munições.
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A supremacia assentava, no entanto, num grupo muito restrito. Com o avançar da vida profissional, [[Mário Serafim]], [[Sérgio Costa]] e [[Rui Alves (Tiro)|Rui Alves]] deixaram de ter tempo para treinar e competir com regularidade, e não havia quem os substituísse: em 1996 o Sporting perdeu o título nacional por equipas de Carabina de Ar Comprimido e em 1997 não conquistou nenhum título oficial.
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==A escola de tiro e os seus frutos==
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No final de 1995, [[Rui Romão Ramalho]], que fora capitão da secção de 1957 a 1974, regressou para a dirigir e apostou na formação de novos atiradores. A partir de 1996, ao abrigo de um protocolo com a Federação Portuguesa de Tiro, pelo qual o Sporting cedia a sua carreira de tiro em troca de apoio técnico e de equipamento, o Clube passou a organizar cursos gratuitos de tiro olímpico para jovens.
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Os primeiros frutos surgiram no final dos anos 1990, com atiradores como [[Daniel Freitas]] na carabina e [[Filipe Neves]] na pistola, a que se juntaram depois, entre outros, [[Rodolfo Órfão]], [[Hugo Franco]] e as atiradoras [[Lígia Ferreira]], [[Sofia Santos]] e [[Fernanda Romão]]. Ao lado dos consagrados que ainda competiam, e sempre com atiradores amadores perante as equipas das forças militarizadas, como a PSP e a GNR, o Sporting voltou a conquistar títulos nacionais por equipas, em carabina e em pistola, e no início dos anos 2000 a carabina voltou a estar entre as melhores do país.
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Em 2003, a secção despediu-se da velha carreira de tiro, demolida com o antigo estádio, e no início de 2004 passou a treinar na nova carreira do [[Edifício Multidesportivo|Multidesportivo]].
 
[[Imagem:CarreiraDeTiro-Multidesportivo.jpg|thumb|right|Aspecto da Carreira de Tiro do Sporting no segundo piso do Multidesportivo]]
 
[[Imagem:CarreiraDeTiro-Multidesportivo.jpg|thumb|right|Aspecto da Carreira de Tiro do Sporting no segundo piso do Multidesportivo]]
 
A 21 de Novembro de 2004 foi inaugurada a Carreira de Tiro situada no 2º andar do [[Edifício Multidesportivo|Multidesportivo]], no [[Complexo Alvalade XXI]], estando certificada pela Federação Portuguesa de Tiro para prática de Tiro de Precisão com armas de Ar Comprimido.
 
A 21 de Novembro de 2004 foi inaugurada a Carreira de Tiro situada no 2º andar do [[Edifício Multidesportivo|Multidesportivo]], no [[Complexo Alvalade XXI]], estando certificada pela Federação Portuguesa de Tiro para prática de Tiro de Precisão com armas de Ar Comprimido.
  
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Já em 2013 o credenciado atirador [[João Costa]] passou a representar o Sporting, numa altura em que enriqueceu o seu brilhante currículo com várias vitórias em competições internacionais
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Em 2005 chegaram ao Clube [[Miguel Soares]], treinador nacional de carabina da Federação, e [[António Mendonça]], e a equipa de carabina passou a bater recordes nacionais por equipas. Nesse ano as senhoras do Sporting foram também campeãs nacionais por equipas, em Pistola de Ar Comprimido.
  
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A 29 de Dezembro de 2013 a Federação Portuguesa de Tiro anuncia que o [[Sporting Clube de Portugal]] venceu o Troféu Campeonato de Portugal desse ano, com um total de 493 pontos. Este troféu é atribuído com base no escalonamento de pontos conquistados nos escalões seniores, juniores, veteranos em Homens e Senhoras, que individual e colectivamente se posicionaram até aos oito primeiros lugares dos Campeonatos Nacionais das diversas disciplinas ao longo do ano. Foram vinte e quatro os atiradores do [[Sporting Clube de Portugal|Sporting]] que deram a sua contribuição para a conquista deste Troféu.
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==O Tiro no Sporting no Século XXI==
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Em 2006, ano do Centenário do Clube, a secção abriu uma Escola de Tiro Olímpico na carreira do [[Edifício Multidesportivo|Multidesportivo]], gratuita até aos 18 anos, com [[Miguel Soares]] como treinador. A escola deu ao Sporting, logo nos primeiros anos, vários campeões nacionais de juniores, e os primeiros juniores nela formados chegaram à seleção nacional. Em 2007 [[Rui Alves (Tiro)|Rui Alves]], um dos três juniores dos anos 1980, sucedeu a [[Rui Romão Ramalho]] na coordenação da secção, que continuou a crescer, com cerca de 40 atletas em competição, muitos deles jovens.
  
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A 20 de Dezembro de 2014 a Federação Portuguesa de Tiro voltou a anunciar o [[Sporting Clube de Portugal|Sporting]] como vencedor do Campeonato de Portugal que é o mais importante troféu nacional de equipas atribuído pela Federação. Em 2014 o [[Sporting Clube de Portugal|Sporting]] totalizou 721 pontos, em segundo lugar ficou o Clube de Atiradores da Polícia de Segurança Pública com 531 e em terceiro a Equipa de Tiro do Exército com 276 pontos. A conquista pelo segundo ano consecutivo deste título, encerrou com chave de ouro uma das melhores épocas de sempre da modalidade no [[Sporting Clube de Portugal|Sporting]], onde foram conquistados 11 títulos nacionais por equipas, 15 campeonatos nacionais individuais, sete medalhas internacionais e foram batidos dois recordes nacionais individuais.  
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Nos seniores, a carabina manteve o Sporting entre os melhores clubes do país durante toda a década, e as atiradoras do Clube ganharam também vários títulos nacionais por equipas. Os juniores formados na escola acabaram por passar para a frente: a partir de 2012, com as novas regras que lhes permitiam competir no Campeonato Nacional Absoluto, conquistaram títulos nacionais absolutos e por equipas.
  
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Senda de vitórias esta que continuaria em 2015, tendo o [[Sporting Clube de Portugal]] no final do ano arrebatado com naturalidade o Tricampeonato de Portugal de Tiro, numa tabela onde figuravam nada menos que 26 clubes, com os Leões a somarem um total de 565 pontos, mais 101 que o segundo classificado o Clube de Atiradores do Pessoal da PSP.
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Já em 2013 o credenciado atirador [[João Costa]], o melhor atirador português de pistola, com quatro participações nos Jogos Olímpicos, passou a representar o Sporting. Ao seu lado, e com um novo grupo de atiradores, a pistola do Sporting voltou a ganhar títulos nacionais por equipas. Ao serviço do Clube, João Costa foi vice-campeão do mundo e campeão da Europa e tornou-se o atleta português com mais títulos nacionais.
  
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Em 2016 o [[Sporting Clube de Portugal]] conquista o Pentacampeonato de Portugal de Tiro, para em 2017 conquistar o Troféu pela 5.ª vez consecutiva juntando assim o Campeonato de Portugal aos vários títulos conquistados ao longo da época de onde se destacam o Torneio de Abertura, o Torneio Dia Olímpico, nove Campeonatos Nacionais e seis Campeonatos Regionais.
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Com a pistola e a carabina em simultâneo no topo, o Sporting venceu o Troféu Campeonato de Portugal da Federação Portuguesa de Tiro, o mais importante troféu nacional de equipas atribuído pela Federação, em 2013, e voltou a vencê-lo nos anos seguintes, conquistando o tricampeonato em 2015, o tetracampeonato em 2016 e o pentacampeonato em 2017.  
  
 
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Revisão das 21h23min de 19 de outubro de 2026

Esq para Dir: Hermano dos Santos Pinto e Teófilo Lopes Esteves, António José Baptista, Alfredo da Costa Santos, Francisco Rafael Rodrigues Júnior e António Joaquim
Alfredo Costa Santos, Francisco Rafael Rodrigues Júnior, António José Baptista, Raul Bastos, lendas do Tiro leonino

Um início brilhante

Concentração, persistência e amor ao treino são atributos dos praticantes do Tiro à Bala, uma modalidade que merece o apreço dos Sportinguistas. Modalidade olímpica desde a primeira edição dos jogos da Era Moderna, permite o desenvolvimento de qualidades essenciais na formação dos jovens, como o sentido de equilíbrio, a concentração e a auto-disciplina.

As primeiras referências à prática do Tiro no Sporting datam do inicio da terceira década do século XX, no entanto a secção só começou a funcionar de uma forma organizada em 1928, tendo como seu primeiro dinamizador Francisco Rafael Rodrigues Júnior, adjuvado por António José Baptista, Alfredo da Costa Santos e Raul Bastos.

Esta Secção foi no seu início inscrita nas diversas competições em que participou como Sociedade de Tiro nº 54, devido a disposições regulamentares, aprovada por despacho de 17 de maio de 1928 pela Direção da Arma de Infantaria. Em Setembro de 1929 Rafael Afonso de Sousa e António Joaquim, dois jovens militares, ingressaram na Secção, ajudando o Sporting a conquistar o primeiro lugar no II Concurso de Tiro de Lisboa, que conferia o título nacional.

Logo nos primeiros anos de existência, a secção forneceu atiradores para as seleções que representaram Portugal em encontros internacionais, e até meados dos anos 1930 o Sporting dominou a modalidade, vencendo por 5 vezes os Campeonatos de Portugal por Equipas, bem como inúmeros títulos individuais nacionais bem como regionais de Lisboa, Setúbal e até do Norte. Os triunfos eram tão frequentes que a secção foi cognominada como a "secção do rapa"... por "rapar", ou seja ganhar, tudo!

Em 1932, Rafael Afonso de Sousa foi 7º classificado no Tiro de Pistola a 25 metros nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1932, sendo o primeiro de nove atiradores olímpicos do Clube.

De 1931 a 1935 o Sporting sagrou-se pentacampeão nacional por equipas. Depois, o afastamento por motivos diversos de vários atiradores, em particular o criador e capitão da secção Francisco Rafael Rodrigues Júnior que em 1935 foi viver para o Porto, levaram a um certo apagamento da secção, que nem a inauguração em 1936 de uma carreira de tiro reduzido no ginásio da Sede conseguiu impedir.

A II Guerra Mundial

A II Guerra Mundial levou ao marasmo da modalidade em Portugal: praticamente não havia balas disponíveis, ou então a preços muito elevados que impediam a prática do Tiro, e as carreiras de tiro militares, praticamente os únicos locais onde se podia treinar o tiro a distâncias longas (50 metros e acima), não estavam abertas a civis. A secção ganhou uma nova dinâmica quando em 1947 o Sporting se mudou para a Rua do Passadiço, onde foi possível instalar uma carreira de tiro a 10 metros, o que mesmo assim não era o suficiente. Em 1954 a Federação Internacional de Tiro mudou as provas de 10m para 12m, o que levou a dificuldades acrescidas.

Assim, no período pós-guerra e até aos anos 1950, o Tiro à Bala foi uma modalidade com poucos praticantes, com o Sporting a conquistar alguns, poucos, títulos regionais e nacionais.

A Carreira de Tiro no Estádio

A Carreira de Tiro do Sporting em 1976

O Sporting tinha há muito tempo uma carreira de tiro reduzido na Sede, o que o impedia de concorrer às provas mais importantes, que eram em distâncias de 50m, ou superiores. Finalmente em 1963 foi construída uma carreira de tiro a 50m no Estádio José Alvalade, e outra a 12m com várias linhas de tiro.

Assim, o Sporting finalmente dispunha de condições excelentes para a prática da modalidade e pôde abrir uma Escola de Tiro para menores de 21 anos, com naturais reflexos nos resultados obtidos nos anos seguintes.

Em Junho de 1961 o Marquês Guy de Valle Flor, que tinha representado Portugal nos Jogos Olímpicos de 1960, ingressou no Sporting. Seria ele o grande impulsionador e primeiro capitão da secção de Tiro a Chumbo do Sporting Clube de Portugal, que foi criada em Outubro de 1963, obtendo desde logo excelentes resultados.

A era de Armando Marques

Dos nove atiradores olímpicos do Sporting, destaca-se Armando Marques que, em 1976 nos Jogos de Montreal, Canadá, conquistou a Medalha de Prata no Fosso Olímpico, feito que repetiria no ano seguinte no Campeonato do Mundo. Já nos anos 1980 continuou a destacar-se no Tiro ao Chumbo, com títulos nacionais de Tiro ao Voo, o 4.º lugar no Campeonato do Mundo de Tiro ao Voo de 1985 e a vitória na Taça da Europa de Tiro às Hélices em 1987. Depois de Armando Marques, o Tiro ao Chumbo deixou de ter expressão no Sporting.

Apesar desses sucessos, a secção de Tiro à Bala do Sporting passou por algumas dificuldades na passagem da década de 70 para a de 80, essencialmente porque a construção dos novos ginásios dentro do Estádio José Alvalade levou à destruição da carreira de tiro leonina. Em 1981 um grupo de atiradores sportinguistas liderados por Rui Romão Ramalho e António de Azevedo Lage apostou na reativação da secção, que ficara reduzida a poucos atiradores.

A geração de ouro da carabina

Sem carreira de tiro própria, os atiradores do Sporting treinavam e competiam na carreira do Estádio Nacional. Foi com o antigo atirador olímpico Manuel Correia da Costa como treinador que, a partir de 1983, se formaram três jovens vizinhos que se estrearam juntos no Clube: Mário Serafim, Sérgio Costa e Rui Alves. Ainda juniores, venceram a maior parte das provas de carabina em que participaram, e em 1986 foram chamados à primeira equipa de juniores que Portugal levou a um grande torneio internacional. Em 1986 Mário Serafim foi Campeão Europeu de Juniores em Carabina Livre Deitado, em Budapeste.

Pouco depois surgiu Carla Ribeiro, filha do antigo atirador olímpico Mário Ribeiro de Oliveira, que aos 16 anos era já Mestre Atirador e bateu sucessivamente os recordes nacionais femininos de carabina. Na pistola, a grande figura era José Jacques Pena, que se qualificou para os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, mas desistiu de participar depois da morte da mulher num acidente, durante o estágio de preparação.

No final dos anos 1980, com esta geração e com atiradores mais experientes como Ricardo Avelar e Armando Nunes Henriques, o Sporting voltou a ser o clube mais forte do país: venceu a Taça de Portugal da Federação Portuguesa de Tiro em 1987 e 1988 e o troféu «Campeonato Nacional» em 1988 e 1989, atribuído ao clube com mais pontos no conjunto dos Campeonatos Nacionais.

Em janeiro de 1990 entrou finalmente em funcionamento a nova carreira de tiro de 10 metros, na Bancada Nova do Estádio José Alvalade, uma aspiração de longa data. Até meados da década o Sporting dominou as carabinas: ganhou quase todos os títulos nacionais por equipas a 50 metros e, em Carabina de Ar Comprimido, foi campeão nacional dez anos seguidos, até 1996, umas vezes por equipas e outras só individualmente. Mário Serafim tornou-se o grande especialista nacional de Carabina de Ar Comprimido, batendo várias vezes o recorde nacional. Tudo isto numa secção totalmente amadora, em que os atiradores pagavam do seu bolso as próprias munições.

A supremacia assentava, no entanto, num grupo muito restrito. Com o avançar da vida profissional, Mário Serafim, Sérgio Costa e Rui Alves deixaram de ter tempo para treinar e competir com regularidade, e não havia quem os substituísse: em 1996 o Sporting perdeu o título nacional por equipas de Carabina de Ar Comprimido e em 1997 não conquistou nenhum título oficial.

A escola de tiro e os seus frutos

No final de 1995, Rui Romão Ramalho, que fora capitão da secção de 1957 a 1974, regressou para a dirigir e apostou na formação de novos atiradores. A partir de 1996, ao abrigo de um protocolo com a Federação Portuguesa de Tiro, pelo qual o Sporting cedia a sua carreira de tiro em troca de apoio técnico e de equipamento, o Clube passou a organizar cursos gratuitos de tiro olímpico para jovens.

Os primeiros frutos surgiram no final dos anos 1990, com atiradores como Daniel Freitas na carabina e Filipe Neves na pistola, a que se juntaram depois, entre outros, Rodolfo Órfão, Hugo Franco e as atiradoras Lígia Ferreira, Sofia Santos e Fernanda Romão. Ao lado dos consagrados que ainda competiam, e sempre com atiradores amadores perante as equipas das forças militarizadas, como a PSP e a GNR, o Sporting voltou a conquistar títulos nacionais por equipas, em carabina e em pistola, e no início dos anos 2000 a carabina voltou a estar entre as melhores do país.

Em 2003, a secção despediu-se da velha carreira de tiro, demolida com o antigo estádio, e no início de 2004 passou a treinar na nova carreira do Multidesportivo.

Aspecto da Carreira de Tiro do Sporting no segundo piso do Multidesportivo

A 21 de Novembro de 2004 foi inaugurada a Carreira de Tiro situada no 2º andar do Multidesportivo, no Complexo Alvalade XXI, estando certificada pela Federação Portuguesa de Tiro para prática de Tiro de Precisão com armas de Ar Comprimido.

Em 2005 chegaram ao Clube Miguel Soares, treinador nacional de carabina da Federação, e António Mendonça, e a equipa de carabina passou a bater recordes nacionais por equipas. Nesse ano as senhoras do Sporting foram também campeãs nacionais por equipas, em Pistola de Ar Comprimido.

O Tiro no Sporting no Século XXI

Em 2006, ano do Centenário do Clube, a secção abriu uma Escola de Tiro Olímpico na carreira do Multidesportivo, gratuita até aos 18 anos, com Miguel Soares como treinador. A escola deu ao Sporting, logo nos primeiros anos, vários campeões nacionais de juniores, e os primeiros juniores nela formados chegaram à seleção nacional. Em 2007 Rui Alves, um dos três juniores dos anos 1980, sucedeu a Rui Romão Ramalho na coordenação da secção, que continuou a crescer, com cerca de 40 atletas em competição, muitos deles jovens.

Nos seniores, a carabina manteve o Sporting entre os melhores clubes do país durante toda a década, e as atiradoras do Clube ganharam também vários títulos nacionais por equipas. Os juniores formados na escola acabaram por passar para a frente: a partir de 2012, com as novas regras que lhes permitiam competir no Campeonato Nacional Absoluto, conquistaram títulos nacionais absolutos e por equipas.

Já em 2013 o credenciado atirador João Costa, o melhor atirador português de pistola, com quatro participações nos Jogos Olímpicos, passou a representar o Sporting. Ao seu lado, e com um novo grupo de atiradores, a pistola do Sporting voltou a ganhar títulos nacionais por equipas. Ao serviço do Clube, João Costa foi vice-campeão do mundo e campeão da Europa e tornou-se o atleta português com mais títulos nacionais.

Com a pistola e a carabina em simultâneo no topo, o Sporting venceu o Troféu Campeonato de Portugal da Federação Portuguesa de Tiro, o mais importante troféu nacional de equipas atribuído pela Federação, em 2013, e voltou a vencê-lo nos anos seguintes, conquistando o tricampeonato em 2015, o tetracampeonato em 2016 e o pentacampeonato em 2017.

O Tiro Época a Época
Tiro 1928 • Tiro 1929 • Tiro 1930 • Tiro 1931 • Tiro 1932 • Tiro 1933 • Tiro 1934 • Tiro 1935 • Tiro 1936 • Tiro 1937 • Tiro 1938 • Tiro 1939 • Tiro 1940 • Tiro 1941 • Tiro 1942 • Tiro 1943 • Tiro 1944 • Tiro 1945 • Tiro 1946 • Tiro 1947 • Tiro 1948 • Tiro 1949 • Tiro 1950 • Tiro 1951 • Tiro 1952 • Tiro 1953 • Tiro 1954 • Tiro 1955 • Tiro 1956 • Tiro 1957 • Tiro 1958 • Tiro 1959 • Tiro 1960 • Tiro 1961 • Tiro 1962 • Tiro 1963 • Tiro 1964 • Tiro 1965 • Tiro 1966 • Tiro 1967 • Tiro 1968 • Tiro 1969 • Tiro 1970 • Tiro 1971 • Tiro 1972 • Tiro 1973 • Tiro 1974 • Tiro 1975 • Tiro 1976 • Tiro 1977 • Tiro 1978 • Tiro 1979 • Tiro 1980 • Tiro 1981 • Tiro 1982 • Tiro 1983 • Tiro 1984 • Tiro 1985 • Tiro 1986 • Tiro 1987 • Tiro 1988 • Tiro 1989 • Tiro 1990 • Tiro 1991 • Tiro 1992 • Tiro 1993 • Tiro 1994 • Tiro 1995 • Tiro 1996 • Tiro 1997 • Tiro 1998 • Tiro 1999 • Tiro 2000 • Tiro 2001 • Tiro 2002 • Tiro 2003 • Tiro 2004 • Tiro 2005 • Tiro 2006 • Tiro 2007 • Tiro 2008 • Tiro 2009 • Tiro 2010 • Tiro 2011 • Tiro 2012 • Tiro 2013 • Tiro 2014 • Tiro 2015
Ver também
Atiradores do Sporting Lista dos Títulos conquistados pelos atiradores do Sporting

Palmarés por Equipas Nacional - Tiro à Bala

CAMPEONATO DE PORTUGAL DE TIRO

  • 13 Campeonatos de Portugal de Tiro
    • 1929, 1931, 1932, 1933, 1934, 1935, 1971, 1979 2013 , 2014, 2015, 2016 e 2017

Entre 1929 e 1935 disputaram-se os Campeonatos das Sociedades Portuguesas de Tiro, que numa das provas atribuíam o Campeonato de Portugal por Equipas.
De 2013 em diante, trata-se do Troféu Campeonato de Portugal da Federação Portuguesa de Tiro.

  • 2 Troféus «Campeonato Nacional»

Troféu atribuído ao clube com mais pontos no conjunto das disciplinas e categorias dos Campeonatos Nacionais de Tiro de Precisão.

  • 10 Taças de Portugal por Equipas
    • 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1987 e 1988

Não se disputou Taça de Portugal em 1933 e 1934.
As Taças de Portugal entre 1970 e 1977 foram de Tiro à Bala, atribuídas pelo conjunto de provas no Campeonato Nacional.
As Taças de Portugal de 1987 e 1988 somavam as pontuações das equipas em todas as provas do calendário federativo do ano.

CAMPEONATO NACIONAL DE AR COMPRIMIDO

  • 7 Campeonatos Nacionais por Equipas Pistola Homens (PAC 10m)
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Pistola Homens Absolutos (PAC 10m)
    • 2018
  • 2 Campeonatos Nacionais por Equipas Carabina Mistas (CAC 10m)
    • 2018 e 2021
  • 2 Campeonatos Nacionais por Equipas Pistola Senhoras (PAC 10m)

CAMPEONATO NACIONAL DE BALA

  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Carabina Deitado Senhoras (C50m)
  • 8 Campeonatos Nacionais por Equipas Pistola Livre Homens (PL 50m)
  • 6 Campeonatos Nacionais por Equipas Pistola Standart Homens (PStd)
  • 3 Campeonatos Nacionais por Equipas Pistola de Percussão Homens (PPC)

CARABINA DE AR COMPRIMIDO

  • 2 Campeonatos Nacionais por Equipas 3 Posições
    • 1969 e 1979
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Posição deitado
    • 1979

PISTOLA DE AR COMPRIMIDO

  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Posição deitado
    • 1979
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas

CARABINA LIVRE

  • 4 Campeonatos Nacionais por Equipas Posição de pé
  • 4 Campeonatos Nacionais por Equipas Posição de joelhos

CARABINA STANDART

  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Posição deitado
    • 1969

ESPINGARDA DE GUERRA Tiro Olímpico 300 metros

  • 0 Campeonatos Nacionais por Equipas 3 Posições

Esta prova não se disputou em 1929 e 1930.

PISTOLA LIVRE

  • 4 Taças de Portugal por Equipas
    • 1970, 1971, 1972 e 1973

PISTOLA DE GUERRA 25 metros

  • 1 Campeonato Nacional por Equipas
    • 1934


SEGUNDAS CATEGORIAS E DIVISÕES

  • 3 Campeonatos Nacionais por Equipas Pistola Livre 2ª categoria
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Pistola Livre 2ª divisão (PL 50m)
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Pistola Standart 2ª divisão (PStd)
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Pistola de Ar Comprimido 2ª divisão (PAC 10m)
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Carabina Deitado 2ª divisão (C50m)


JUNIORES

CAMPEONATO NACIONAL AR COMPRIMIDO

  • 3 Campeonatos Nacionais por Equipas Carabina Juniores A (CAC 10m HJ)
  • 4 Campeonatos Nacionais por Equipas Carabina Juniores B (CAC 10m HJ B)
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Pistola Juniores A Senhoras (PAC 10m)

CAMPEONATO NACIONAL DE BALA

  • 2 Campeonatos Nacionais por Equipas Carabina Deitado Juniores (C50m HJ)
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Carabina 3 Posições Homens (C 3x40 HJ)

CARABINA LIVRE

  • 2 Campeonatos Nacionais por Equipas Posição deitado
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas 3 Posições
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Posição deitado Juniores Femininos
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas 3 Posições Juniores Femininos


VETERANOS

CAMPEONATO NACIONAL DE AR COMPRIMIDO

  • 2 Campeonatos Nacionais por Equipas Carabina Veteranos Homens (CAC 10m)
    • 2017 e 2018
  • 2 Campeonatos Nacionais por Equipas Pistola Veteranos Homens (PAC 10m)

CAMPEONATO NACIONAL DE BALA

  • 2 Campeonatos Nacionais por Equipas Carabina Deitado Veteranos Homens (C50m)
    • 2016 e 2018
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Pistola Livre Veteranos Homens (PL 50m)
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas Pistola de Percussão Veteranos Homens (PPC)

Palmarés por Equipas Nacional - Tiro ao Chumbo

TIRO COM ARMAS DE CAÇA (palmarés da antiga Secção de Tiro com Armas de Caça, ou Tiro ao Chumbo)

  • 1 Campeonato Nacional por Equipas de Fosso Universal
    • 1964
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas de Fosso Universal - 2ª categoria
    • 1964
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas de Fosso Universal - 3ª categoria
    • 1964
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas de Fosso Olímpico
    • 1966
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas de Fosso Olímpico - 2ª categoria
    • 1966
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas de Fosso Olímpico - 3ª categoria
    • 1966
  • 1 Campeonato Nacional por Equipas de Prancha
    • 1963
  • 1 Taça de Portugal
    • 1964


Ao longo dos anos e a nível individual, os atiradores do Sporting já conquistaram inúmeros títulos de Campeões Nacionais nas diversas categorias da modalidade (actualmente 12 disciplinas diferentes de Carabina e Pistola), tornando-a nesse aspecto numa das mais ricas do Clube. Nos primeiros 100 anos do Clube, foram conquistados por esta Secção 544 títulos. (do antigo site do Sporting, não verificado)

Este palmarés está verificado até 2015. Contém erros e faltas, particularmente nos anos 1920 e 1930.


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