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O [[Automobilismo]] do [[Sporting Clube de Portugal]] teve a sua época de ouro entre 1950 e 1973, quando a secção de [[Motorismo]] reuniu alguns dos melhores pilotos portugueses e o Sporting dominou os campeonatos nacionais por equipas. Depois de duas décadas sem atividade, o Clube regressou à modalidade no século XXI, através de parcerias com pilotos em várias categorias, do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 Históricos ao Karting.
 
O [[Automobilismo]] do [[Sporting Clube de Portugal]] teve a sua época de ouro entre 1950 e 1973, quando a secção de [[Motorismo]] reuniu alguns dos melhores pilotos portugueses e o Sporting dominou os campeonatos nacionais por equipas. Depois de duas décadas sem atividade, o Clube regressou à modalidade no século XXI, através de parcerias com pilotos em várias categorias, do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 Históricos ao Karting.
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==Os primórdios (1911-1949)==
 
==Os primórdios (1911-1949)==

Edição atual desde as 22h01min de 4 de novembro de 2026

Símbolo da Secção de Motorismo do Sporting
Entrega de prémios do Rali de Monte Carlo 1951. Conde de Monte Real e Manuel Palma no seu Ford V8 100cv a melhor classificação de sempre de uma equipa portuguesa, 2º lugar à geral
Fernando Basílio dos Santos e "Jocames", vencedores da sexta edição da Volta à Madeira em 1964
Manuel Lopes Gião e Fernando Moreira Jorge, Campeões Nacionais de Ralis pelo Sporting em 1966
Américo Silva Nunes no seu Porsche 911 ST a célebre "Bomba Verde" aqui no Rali Vinho Madeira
Rodrigo Gallego no seu March 761
O monolugar do Sporting na Superleague Fórmula
O Sporting no Karting
Rafael Cardeira em 2021 com o Renault Clio RS R3T
José Cautela em 2026 com o seu carro da ELMS

O Automobilismo do Sporting Clube de Portugal teve a sua época de ouro entre 1950 e 1973, quando a secção de Motorismo reuniu alguns dos melhores pilotos portugueses e o Sporting dominou os campeonatos nacionais por equipas. Depois de duas décadas sem atividade, o Clube regressou à modalidade no século XXI, através de parcerias com pilotos em várias categorias, do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 Históricos ao Karting.

Os primórdios (1911-1949)

Os primeiros registos de atividade automobilística no Sporting Clube de Portugal datam de 8 de Outubro de 1911, quando João d'Aguiar venceu uma corrida de 17 km em estrada com o tempo de 1h02m30s, um excelente tempo para a época, considerando o mau estado das estradas e as condições meteorológicas adversas.

Oficialmente a Secção de Automobilismo foi criada em Abril de 1922, começando então a haver várias referências à sua atividade, mormente a partir de 1933 com a criação da Secção de Motociclismo, que teve atividade regular até à suspensão durante a 2ª Guerra Mundial por falta de condições.

Em 1949 vários sócios do Sporting correram em provas de automobilismo, com destaque para o 2º lugar de Joaquim Filipe Nogueira na I Volta a Portugal em automóvel. Nesse ano, um grupo de sportinguistas encabeçado pelo atleta João Jacinto pediu à Direção autorização para uma reunião de motociclistas, a qual se realizou a 26 de dezembro de 1949, presidida pelo Presidente Ribeiro Ferreira. Daí nasceu a secção de Motorismo, com as sub-secções de Automobilismo e Motociclismo, capitaneada por Fernando Basílio de Oliveira, antigo capitão da secção de Motociclismo aquando da sua suspensão.

Monte Carlo, as rampas e a Volta a Portugal (1950-1957)

A partir de 1950 a secção passou a ter uma atividade regular, com Manuel Nunes dos Santos à frente do Automobilismo. Logo nesse ano Joaquim Filipe Nogueira venceu a II Volta a Portugal em automóvel, com o Conde de Monte Real em 2º e Ernesto Martorell em 3º. No Rali de Monte Carlo de 1951, seis equipas do Sporting obtiveram os melhores resultados de sempre de portugueses na prova: o Conde de Monte Real e Manuel José Palma terminaram num brilhante 2º lugar absoluto, e Manuel Nunes dos Santos e Júlio Bandeira Bastos em 8º.

O Conde de Monte Real sagrou-se Campeão Nacional de Rampa três anos seguidos, em 1951, 1952 (vencendo todas as provas) e 1953. Joaquim Filipe Nogueira voltou a vencer a Volta a Portugal em 1952, o primeiro a ganhá-la duas vezes, ano em que ele e João Gagliardini Graça foram os estrangeiros melhor classificados na Volta à França em Automóvel. Ernesto Martorell venceu a V Volta a Portugal em 1953. Em 1952 foi criada a Federação Portuguesa de Motociclismo, cuja primeira direção foi presidida por António Leitão de Oliveira, dirigente da secção.

Em 1954 Fernando Pereira foi Campeão Nacional de Regularidade, e o Sporting venceu o Campeonato Regional de Perícia em Pista por equipas. Em 1955 os automobilistas do Sporting conquistaram os quatro títulos nacionais em disputa, através de D. Fernando de Mascarenhas, Joaquim Filipe Nogueira (dois títulos) e Manuel Nunes dos Santos, e Joaquim Filipe Nogueira e Alberto Gagliardini Graça venceram a prova de aceleração e travagem do Rali de Monte Carlo. Em 1956 venceram três dos quatro títulos, e o Sporting ganhou ainda oito taças por equipas. Em 1957 Abreu Valente foi campeão nacional do 3º grupo e Manuel Nogueira Pinto venceu a 8ª Volta a Portugal.

O domínio nos Campeonatos de Condutores (1958-1964)

Em 1958 o Automóvel Clube de Portugal criou o Campeonato Nacional de Condutores, e o Sporting venceu as duas primeiras edições por equipas. O Eng. Abreu Valente foi campeão nacional absoluto e de Grande Turismo em 1958 e em 1959, vencendo também a IX e a X Voltas a Portugal, e Ruy Martins da Silva foi campeão de Turismo nos dois anos. Foi também em 1958 que o Sporting organizou o seu 1º Grande Rali, e em 1959 Mário de Araújo Cabral tornou-se o primeiro piloto leonino a correr em Fórmula 1, no Circuito de Monsanto.

Depois de um ano sem título, em 1960, o Sporting venceu o Campeonato Nacional de Condutores por equipas quatro vezes seguidas, de 1961 a 1964. Horácio Carvalho Macedo foi campeão nacional absoluto em 1961 e de Grande Turismo em 1961 e 1962, e Fernando Basílio dos Santos foi campeão absoluto e de Grande Turismo em 1964. Na Volta a Portugal, venceram Fernando Basílio dos Santos em 1962, Manuel Lopes Gião em 1963 e César Torres em 1964, com o Sporting a vencer também por equipas nestes dois últimos anos. Em Junho de 1961, António Fernando Peixinho, no seu Alfa Romeo Giulietta, venceu à geral a terceira edição da Volta à Ilha da Madeira, e Fernando Basílio dos Santos venceu a sexta edição, em 1964. Destacou-se também Maria Mercedes Geraldes, «a única automobilista portuguesa», que venceu o Critério de Iniciados em 1961.

Crise e renascimento (1965-1973)

Em 1965 a secção atravessou uma crise, e os pilotos da equipa campeã deixaram de correr pelo Sporting; só Manuel Lopes Gião se manteve fiel ao Clube, correndo como individual. Em 1966, já com um novo quadro, Gião sagrou-se Campeão Nacional de Ralis absoluto e de Turismo, vencendo sete provas do campeonato, e recebeu o Prémio Stromp. Em 1967, ano em que o Sporting tinha muito menos condutores, Joaquim José Nobre dos Reis venceu três provas do Campeonato Nacional de Regularidade, e César Torres, antigo piloto leonino, esteve à frente da organização do primeiro Rali de Portugal.

Em 1968 o Sporting venceu o Campeonato Nacional de Ralis de Turismo por equipas, com Manuel Lopes Gião, Carpinteiro Albino, Luís Netto e Nascimento Costa. Para 1969 o Clube recrutou César Torres e Américo Silva Nunes, e os resultados não se fizeram esperar: os três primeiros lugares no Rali das Camélias, o título de Grande Turismo e Desporto por equipas e os títulos individuais de Luís Netto (Turismo e Turismo Especial) e Américo Silva Nunes (Grande Turismo e Desporto).

1970 foi uma das melhores épocas do automobilismo leonino: o Sporting venceu o Campeonato Nacional de Ralis por equipas e os títulos das três classes, através de Jorge Nascimento (Turismo de Série), Carpinteiro Albino (Turismo Especial) e Américo Silva Nunes (Grande Turismo e Desporto), e no Campeonato Nacional de Velocidade venceu os títulos por equipas de GT/Desporto/Protótipos, Fórmula V e Fórmula Ford. Em 1971 o Sporting foi Campeão Nacional de Ralis e de Velocidade por equipas, com Giovanni Salvi e Jorge Nascimento campeões de ralis, José Bernardino Lampreia campeão de velocidade e Américo Silva Nunes vencedor da XXII Volta a Portugal. Em 1972 a equipa de velocidade, com Mário de Araújo Cabral, Christian Melville e Bernardo de Sá Nogueira, revalidou o título, o Sporting venceu o Troféu da Montanha por equipas e Maria Teresa Torres o Troféu Feminino de ralis. Em 1973 o Sporting estreou-se no Karting, com o título nacional de Luís Miranda Botelho na categoria nacional, e venceu o Campeonato Regional de Iniciados por equipas.

Os últimos anos da secção (1974-1978)

Fruto de uma profissionalização cada vez maior e do surgimento das equipas de fábrica, a modalidade foi perdendo o fulgor dos anos anteriores, com cada vez menos pilotos a correrem com as cores do Sporting, e a partir de 1974, também por efeito do 25 de Abril, a atividade foi muito reduzida. Em 1975 o Sporting ainda venceu por equipas uma prova do Campeonato Regional de Promoção. A secção concentrou-se depois na organização do seu tradicional Rali Noturno, que passou por Oliveira do Hospital em 1976 e 1977 e foi considerado a melhor prova do país a seguir ao Rali de Portugal. O 21º e último Rali Noturno de que temos notícia, em 1978, denominou-se também I Rali Internacional de Aveiro.

Houve depois uma tentativa de renovar a secção de Motorismo em 1993-1994, com a organização do 6º Rali de Automóveis Antigos a Tróia, mas sem continuidade.

O regresso no século XXI (2003-2014)

Na década de 2000 o automobilismo voltou ao Clube, através de parcerias com pilotos que correram com as cores do Sporting.

Em 2003 César Campaniço participou no Campeonato Europeu de Fórmula 3, tendo no final da temporada ficado em 16º lugar entre 39 participantes, com um Dallara com motor Opel; o seu melhor resultado foi o 4º lugar em Adria, em Itália.

Em 2004 Rodrigo Gallego sagrou-se Campeão do Mundo FIA de Fórmula 1 Históricos ao volante de um March 761, sendo o Sporting o único clube de futebol do mundo com vitórias num campeonato de Fórmula 1 da FIA. Em 2006, 2007 e 2008 foi campeão do mundo na sua classe. Em 2005 foi também apresentado o Sporting Karting Team.

Em 2009 o Sporting aderiu à Superleague Fórmula, uma competição automóvel internacional de clubes de futebol, onde se apresentou com o jovem piloto português Pedro Petiz que, depois de alguns resultados menos conseguidos, conquistou de forma categórica a vitória no histórico Circuito de Monza, a 4 de Outubro de 2009. Em 2010 o monolugar leonino foi conduzido pelos espanhóis Borja García, Andy Soucek, que obteve um 3º lugar em Brands Hatch, Máximo Cortés e Adrián Vallés.

Entretanto o Sporting Clube de Portugal estendeu a sua actividade ao Karting, com Diogo Costa Pinto, que foi Campeão Nacional de Cadetes em 2011, vice-campeão nacional de Juvenis em 2013 e Campeão Nacional de Juvenis em 2014, para além de ter vencido a Taça de Portugal de Juvenis em 2013 e 2014.

Depois de 2015

A 13 de Abril de 2017 o Sporting iniciou uma parceria com o piloto Manuel Gião, para competir no TCR Ibérico de velocidade, em representação dos Leões. O experiente piloto, a cumprir então a 34ª temporada da sua carreira, é filho da antiga glória leonina Manuel Lopes Gião.

No dia 4 de Junho de 2018 o Sporting anunciou que voltava a contar com um piloto de ralis na Secção de Automobilismo, com a chegada de Rafael Cardeira a Alvalade. Piloto natural da Marinha Grande, ostentava no currículo um título de vice-campeão de Portugal de ralis em juniores (2013) e dois de campeão nacional de ralis RC5 (2015 e 2017). Com as cores do Sporting, Rafael Cardeira, com André Couceiro como navegador, venceu o Campeonato de Portugal de Ralis RC5 em 2018 e conquistou o segundo lugar na classe RC3 do Campeonato de Portugal de Ralis em 2019.

Em 2019 o Sporting regressou ao Karting, tendo por piloto Henrique Cruz, que foi progredindo na modalidade até atingir a categoria X30 Sénior, onde se sagrou Campeão Nacional na temporada de 2022.

Em 2025 o Sporting iniciou a sua ligação com José Cautela, piloto que nesse ano correu em GT's, no "Supercars Iberian Series" e em 2026 no "European Le Mans Series" (ELMS), campeonato europeu de resistência, competição considerada uma antecâmara das míticas 24 Horas de Le Mans.

O Automobilismo Época a Época
Automobilismo 1950 • Automobilismo 1951 • Automobilismo 1952 • Automobilismo 1953 • Automobilismo 1954 • Automobilismo 1955 • Automobilismo 1956 • Automobilismo 1957 • Automobilismo 1958 • Automobilismo 1959 • Automobilismo 1960 • Automobilismo 1961 • Automobilismo 1962 • Automobilismo 1963 • Automobilismo 1964 • Automobilismo 1965 • Automobilismo 1966 • Automobilismo 1967 • Automobilismo 1968 • Automobilismo 1969 • Automobilismo 1970 • Automobilismo 1971 • Automobilismo 1972 • Automobilismo 1973 • Automobilismo 1974 • Automobilismo 1975 • Automobilismo 1976 • Automobilismo 1977 • Automobilismo 1978 • Automobilismo 2003 • Automobilismo 2004 • Automobilismo 2005 • Automobilismo 2006 • Automobilismo 2007 • Automobilismo 2008 • Automobilismo 2009 • Automobilismo 2010 • Automobilismo 2011 • Automobilismo 2012 • Automobilismo 2013 • Automobilismo 2014
Ver também
Pilotos Palmarés do Automobilismo
Dirigentes Motorismo

Palmarés

Títulos principais (o palmarés completo, incluindo os títulos individuais, está na página Palmarés do Automobilismo):

  • 2 Campeonatos Nacionais de Ralis por Equipas
    • 1970 e 1971
    • e ainda por categorias: Turismo em 1968 e Grande Turismo e Desporto em 1969
  • 2 Campeonatos Nacionais de Velocidade por Equipas
    • 1971 e 1972
    • e ainda por categorias, em 1970: GT/Desporto/Protótipos, Fórmula V e Fórmula Ford
  • 1 Troféu da Montanha por Equipas
  • 1 Campeonato Regional de Perícia em Pista por Equipas
  • 1 Campeonato Regional de Iniciados por Equipas

Links