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| | César Torres é uma lenda do desporto automóvel em Portugal, tendo-se distinguido como piloto, sobretudo de ralis, e como dirigente. | | César Torres é uma lenda do desporto automóvel em Portugal, tendo-se distinguido como piloto, sobretudo de ralis, e como dirigente. |
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| − | Se houve provas de rali difíceis em Portugal, pela sua dureza, essa terá sido a Volta a Portugal em automóvel, uma organização do Clube 100 à Hora, onde em 1964 César Torres foi o vencedor de um grupo de 21 participantes com só 5 concorrentes a concluírem a prova. Contribuindo assim para mais um título de Campeão Nacional de Condutores por equipas para o [[Sporting]], o quarto consecutivo e o sexto no total. | + | Correu pelo [[Sporting]] entre [[Automobilismo 1956|1956]] e [[Automobilismo 1964|1964]], e de novo entre [[Automobilismo 1969|1969]] e [[Automobilismo 1972|1972]]. Em [[Automobilismo 1957|1957]] foi 3º no 2º grupo do Campeonato de Portugal, e pertenceu às equipas do Sporting que venceram o I Campeonato Nacional de Condutores em [[Automobilismo 1958|1958]] e o II em [[Automobilismo 1959|1959]]. Em [[Automobilismo 1960|1960]] venceu 15 das 17 provas que disputou na sua categoria e a Rampa da Falperra, e foi 71º no Rali de Monte Carlo, entre duas centenas de participantes, o único português a qualificar-se. Em [[Automobilismo 1963|1963]] pertenceu à equipa que venceu o VI Campeonato Nacional de Condutores e venceu o VIII Rali do Fim do Ano. |
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| | + | Se houve provas de rali difíceis em Portugal, pela sua dureza, essa terá sido a Volta a Portugal em automóvel, uma organização do Clube 100 à Hora, onde em 1964 César Torres foi o vencedor entre um grupo de 21 participantes dos quais apenas cinco lograram concluir a prova. Contribuiu assim para mais um título de Campeão Nacional de Condutores por equipas para o [[Sporting]], o quarto consecutivo e o sexto no total. Nesse ano de [[Automobilismo 1964|1964]] venceu também o Rali Aniversário do Benfica e foi o «Condutor Completo» do Clube Arte e Sport. |
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| | + | Em 1965 sagrou-se campeão nacional de condutores, mas já inscrito pelo Clube Arte e Sport, e em 1967 esteve à frente da organização da primeira edição do Rali de Portugal, então denominado Rallye TAP. Para 1969 o Sporting voltou a recrutá-lo, e nesse ano venceu a Volta ao Minho e foi 3º no Rali das Camélias. |
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| − | A sua última época como piloto foi a de 1972, ano em que venceu o Grupo 2 na Volta a Portugal, a partir daí desenvolveu uma das mais brilhantes carreiras do dirigismo desportivo em Portugal. | + | A sua última época como piloto foi a de [[Automobilismo 1972|1972]], ano em que venceu o Grupo 2 na Volta a Portugal, a partir daí desenvolveu uma das mais brilhantes carreiras do dirigismo desportivo em Portugal. |
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| | Foi Presidente do ACP, Dirigente da FIA, fez do Rali de Portugal o melhor rali do mundo e foi o principal responsável pelo regresso da Formula 1 a Portugal ao fim de 24 anos, tendo-a conseguido manter no nosso pais por um período de 13 anos. | | Foi Presidente do ACP, Dirigente da FIA, fez do Rali de Portugal o melhor rali do mundo e foi o principal responsável pelo regresso da Formula 1 a Portugal ao fim de 24 anos, tendo-a conseguido manter no nosso pais por um período de 13 anos. |
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| | Para além do mundo do automobilismo foi também Secretário de Estado do Turismo, Presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril e Fundador da agência noticiosa Lusa. | | Para além do mundo do automobilismo foi também Secretário de Estado do Turismo, Presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril e Fundador da agência noticiosa Lusa. |
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| − | A Alfredo César Torres foram atribuídas das mais altas condecorações da República designadamente a Ordem do Infante D. Henrique, o Colar do Mérito Desportivo, a mais alta condecoração portuguesa no sector desportivo, e a Medalha da Prata de Mérito Turístico. Internacionalmente, foi condecorado com a Medalha de Vermeil do Principado do Mónaco, que lhe foi conferida por Sua Alteza o Príncipe Ranier. | + | A Alfredo César Torres foram atribuídas das mais altas condecorações da República designadamente a Ordem do Infante D. Henrique, o Colar do Mérito Desportivo e a Medalha da Prata de Mérito Turístico. Internacionalmente, foi condecorado, entre outras, com a Medalha de Vermeil do Principado do Mónaco, que lhe foi conferida por Sua Alteza o Príncipe Ranier. |
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| − | Faleceu a 30 Novembro 1997 com apenas 64 anos, o automobilismo mundial e Portugal ficaram mais pobres a partir desse dia. | + | Faleceu a 30 de Novembro de 1997 com apenas 64 anos, o automobilismo mundial e Portugal ficaram mais pobres a partir desse dia. |
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| − | [[Categoria:Figuras do Automobilismo do Sporting]] | + | [[Categoria:Pilotos (Automobilismo)]] |
Edição atual desde as 20h20min de 4 de novembro de 2026
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Dados de César Torres |
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| Nome |
Alfredo César Torres
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| Nascimento |
27 de Fevereiro de 1933
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| Naturalidade |
Lisboa - Portugal
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| Posição |
Piloto de automóveis
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César Torres é uma lenda do desporto automóvel em Portugal, tendo-se distinguido como piloto, sobretudo de ralis, e como dirigente.
A sua ligação ao automobilismo iniciou-se em 1955, ano em que se estreou como piloto, no Rali a Sintra. Em 1965, conquistou o título nacional de Ralis vencendo 8 das 11 provas, em 1967 venceu o titulo nacional de Turismo, bem como o Campeonato Luso-Galaico de Ralis, no único ano em que o mesmo se disputou, sempre ao volante do Mini Cooper S.
Na década de 1960 e início da de 1970 o Sporting dominou desportivamente o automobilismo em Portugal e César Torres foi um dos nomes mais marcantes que fizeram parte das suas equipas.
Correu pelo Sporting entre 1956 e 1964, e de novo entre 1969 e 1972. Em 1957 foi 3º no 2º grupo do Campeonato de Portugal, e pertenceu às equipas do Sporting que venceram o I Campeonato Nacional de Condutores em 1958 e o II em 1959. Em 1960 venceu 15 das 17 provas que disputou na sua categoria e a Rampa da Falperra, e foi 71º no Rali de Monte Carlo, entre duas centenas de participantes, o único português a qualificar-se. Em 1963 pertenceu à equipa que venceu o VI Campeonato Nacional de Condutores e venceu o VIII Rali do Fim do Ano.
Se houve provas de rali difíceis em Portugal, pela sua dureza, essa terá sido a Volta a Portugal em automóvel, uma organização do Clube 100 à Hora, onde em 1964 César Torres foi o vencedor entre um grupo de 21 participantes dos quais apenas cinco lograram concluir a prova. Contribuiu assim para mais um título de Campeão Nacional de Condutores por equipas para o Sporting, o quarto consecutivo e o sexto no total. Nesse ano de 1964 venceu também o Rali Aniversário do Benfica e foi o «Condutor Completo» do Clube Arte e Sport.
Em 1965 sagrou-se campeão nacional de condutores, mas já inscrito pelo Clube Arte e Sport, e em 1967 esteve à frente da organização da primeira edição do Rali de Portugal, então denominado Rallye TAP. Para 1969 o Sporting voltou a recrutá-lo, e nesse ano venceu a Volta ao Minho e foi 3º no Rali das Camélias.
A sua última época como piloto foi a de 1972, ano em que venceu o Grupo 2 na Volta a Portugal, a partir daí desenvolveu uma das mais brilhantes carreiras do dirigismo desportivo em Portugal.
Foi Presidente do ACP, Dirigente da FIA, fez do Rali de Portugal o melhor rali do mundo e foi o principal responsável pelo regresso da Formula 1 a Portugal ao fim de 24 anos, tendo-a conseguido manter no nosso pais por um período de 13 anos.
Para além do mundo do automobilismo foi também Secretário de Estado do Turismo, Presidente da Junta de Turismo da Costa do Estoril e Fundador da agência noticiosa Lusa.
A Alfredo César Torres foram atribuídas das mais altas condecorações da República designadamente a Ordem do Infante D. Henrique, o Colar do Mérito Desportivo e a Medalha da Prata de Mérito Turístico. Internacionalmente, foi condecorado, entre outras, com a Medalha de Vermeil do Principado do Mónaco, que lhe foi conferida por Sua Alteza o Príncipe Ranier.
Faleceu a 30 de Novembro de 1997 com apenas 64 anos, o automobilismo mundial e Portugal ficaram mais pobres a partir desse dia.