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2003

O fim da secção

A secção de Motorismo mantinha uma atividade reduzida, centrada na organização do seu tradicional Rali Noturno. Nos dois anos anteriores, o Rali Noturno tinha sido considerado pelos comissários desportivos do Automóvel Clube de Portugal como a melhor prova disputada no país a seguir ao Rali de Portugal.

O 21º Rali Noturno do Sporting, que se denominou também I Rali Internacional de Aveiro, disputou-se a 25 e 26 de novembro, com partida e chegada em Aveiro. Com 42 equipas inscritas, entre as quais os melhores pilotos nacionais, a prova tinha 635 quilómetros, com 13 troços cronometrados num total de 216 quilómetros. A primeira etapa decorreu em asfalto, com classificativas em Angeja, Minhoteira, Silva Escura e Irijó, e a segunda, de noite, nas florestas do Buçaco, Candosa, Lousã e Arganil.

Nessa altura, o Jornal Sporting recordava que, quando o Automóvel Clube de Portugal previa nos seus regulamentos um campeonato nacional de equipas, o Sporting conquistou 11 títulos: em Ralis, em 1958, 1959, 1961, 1962, 1963 e 1964; em Velocidade, os títulos de GT/Desporto/Protótipos, Fórmula V e Fórmula Ford em 1970, e os dois títulos absolutos em disputa em 1971 e 1972.

Este foi o último Rali Noturno do Sporting de que temos notícia, e não encontrámos notícias de atividade da secção de Automobilismo nos anos seguintes. Houve uma tentativa de renovar a secção em 1993-1994: a nova Secção de Motorismo organizou em 1993 o 6º Rali de Automóveis Antigos a Tróia, e em 1994 o dirigente Mário de Matos dizia que o motorismo tinha sido «retomado agora». No entanto, não encontrámos notícias de atividade nos anos seguintes. O retomar real de atividade ocorreu depois, em 2003.

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