Um projeto de formação
Alguns dos troféus do Tiro, com Romão Ramalho à direita
A secção de Tiro do Sporting Clube de Portugal passou a ser dirigida por Rui Romão Ramalho, um dos melhores atiradores de sempre do Sporting, afastado da competição há cerca de vinte anos, que regressou como coordenador. Era auxiliado por José Jacques Pena, responsável pela parte técnica, por Manuel Correia da Costa, diretor da carreira de tiro e treinador, e por Rui Alves, também com o curso de treinador, e António Justo como seccionistas. A carreira de tiro da Bancada Nova, com 13 linhas, era uma das melhores do país e foi muito usada por outras entidades, como a Federação Portuguesa de Tiro, a Federação de Pentatlo Moderno e o Inatel, constituindo uma fonte de receita para o Clube. Em janeiro, o treinador nacional, o ucraniano Anatoli Poddubnyi, antigo treinador da seleção da União Soviética, deu palestras na carreira de tiro do Sporting, a que assistiram cerca de 50 atiradores. No final do ano, passou a acompanhar os atiradores do Sporting em Alvalade às terças e quintas-feiras.
No final de 1995, a secção lançou um projeto para formar novos atiradores, área em que tinha tido pouca atividade nos últimos anos. A partir de janeiro de 1996, o Sporting passou a organizar na sua carreira de tiro cursos gratuitos de tiro olímpico, às terças e quintas-feiras, para rapazes e raparigas dos 13 aos 16 anos, e foram feitos contactos com o Colégio Militar, os Pupilos do Exército, o Colégio Moderno e a secção de Ginástica do Sporting. O projeto assentava num protocolo com a Federação Portuguesa de Tiro, que, em troca da utilização da carreira de tiro do Sporting, passou a dar à secção apoio técnico, com técnicos qualificados, e apoio financeiro, em dinheiro ou em material, como armas e munições. Já em fevereiro a secção tinha anunciado uma prova de ar comprimido para jovens dos 12 aos 16 anos que nunca tivessem sido federados, a disputar a 18 de março na carreira de tiro da Nave de Alvalade.
No Campeonato Distrital de armas de ar comprimido, disputado em duas fases entre janeiro e março, Mário Serafim venceu em Carabina de Ar Comprimido e José Jacques Pena em Pistola de Ar Comprimido nas duas fases, e o Sporting venceu por equipas em carabina, com Mário Serafim, Rui Alves e João Fitas.
Não temos informação sobre as provas disputadas entre meados de março e meados de novembro.
Em 1995, os Campeonatos Nacionais passaram a ter cinco provas em cada disciplina, sendo a classificação final de cada atirador a média das suas três melhores provas.
No Campeonato Nacional de Carabina 3 Posições, Rui Alves venceu a última prova, na Base Aérea n.º 2, na Ota, com 1082 pontos, e foi vice-campeão nacional, com 1070 pontos.
No Campeonato Nacional de Carabina de Ar Comprimido, cujas últimas provas foram disputadas no final do ano na carreira de tiro do Sporting, Mário Serafim venceu a 3ª, a 4ª e a 5ª provas e foi campeão nacional, com uma média de 571 pontos. Na 4ª prova fez 578 pontos, novo recorde nacional. O Sporting venceu por equipas as três últimas provas e foi campeão nacional pela nona vez consecutiva (considerando alguns anos com títulos individuais e não o coletivo), com Mário Serafim, Rui Alves, Sérgio Costa, que regressou na 4ª prova depois de algum tempo afastado por motivos pessoais, e João Fitas. Em Pistola de Ar Comprimido, José Jacques Pena venceu a 4ª prova, com 567 pontos, e foi campeão nacional.
Em novembro, o jornal publicou uma entrevista com o fadista António Pinto Basto, que foi campeão nacional de tiro à bala Juventude pelo Sporting em 1971 e conquistou mais quatro títulos nacionais de 2ªs categorias em 1972, antes de abandonar o tiro para estudar em Luanda.
Figuras
Secção
Atiradores
Troféus conquistados
Nacional por equipas
- Campeonato Nacional de armas de ar comprimido
Nacional individual
- Campeonato Nacional de armas de ar comprimido
Regional por equipas
- Campeonato Distrital de armas de ar comprimido
Regional individual
- Campeonato Distrital de armas de ar comprimido
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