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A cerimónia de inauguração
Carlos Lopes na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
O almoço de Sopas do Espírito Santo na Ilha Terceira
A cerimónia de encerramento

O VI Congresso Leonino decorreu entre 30 de Março e 6 de Abril de 1985, nas cidades do Funchal, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, sob o tema "Intercâmbio e expansão da comunidade leonina".

O programa inicial previa uma viagem de barco no navio Funchal com partida de Lisboa e chegada à ilha da Madeira, seguindo depois até aos Açores, mas a fraca adesão, também resultante do mau tempo, obrigou a uma mudança de planos, pelo que as viagens se fizeram de avião, com a presença de 50 congressistas.

A cerimónia de abertura realizou-se no Madeirense Sheraton Hotel e foi presidida por Emídio Pinheiro, o lídimo representante da massa associativa do Sporting Clube de Portugal, contando com a presença das entidades oficiais mais representativas do arquipélago da Madeira, para além de José Dias, Presidente da Comissão Executiva do Congresso, José Sousa, Presidente da Assembleia Geral do Sporting Clube da Madeira, Jorge Vieira, sócio nº 1 do Sporting Clube de Portugal, Armando Ferreira, representante do Grupo Stromp e do futebolista António Oliveira.

Os trabalhos decorreram com grande interesse, tendo sido apresentadas várias propostas da maior importância para a vida das Filiais, Delegações e Núcleos Sportinguistas, com destaque para as participações de Jorge Leonardo, Presidente da Assembleia Geral do Sport Clube Lusitânia, Zeferino Boal, Presidente do Núcleo de Jovens Sportinguistas do Porto, Albino Cerveira, fundador do Sporting Clube Português de Edmonton no Canadá, Helena Vieira, sócia do Sporting Clube Português de Toronto e de Moisés Ayash, coordenador da comissão executiva dos Leões de Portugal.

Na sítese das conclusões foram propostas ao Sporting Clube de Portugal algumas medidas a tomar, que apontavam para a incrementação de visitas assistidas ao complexo desportivo de Alvalade, a fomentação do intercâmbio entre as Filiais, Delegações e Núcleos Sportinguistas e o Clube Sede, ações de formação e reciclagem dos corpos técnicos e atletas dos grupos do universo leonino, orientadas pelo técnicos do Sporting, a revisão das disposições estatutárias sobre o Conselho das Filiais, Delegações e Núcleos Sportinguistas, a incrementação da angariação de sócios correspondentes, a criação da categoria sócio emigrante, a maior divulgação do Jornal Sporting e das atividades do Clube pelas comunidades lusiadas, o estudo da possibilidade de se realizar de 4 em 4 anos uma Olimpíada Sportinguista e a realização de Congressos anuais, alternadamente em Portugal continental e fora dele.

De seguida a comitiva seguiu para a Ilha Terceira nos Açores, onde era esperada pelo Presidente do Sporting Clube de Portugal, João Rocha e por Carlos Lopes, que foi recebido em verdadeira apoteose, isto para além de uma classe de Ginástica que atuou em Angra do Heroísmo, uma terra esmagadoramente Sportinguista, como se pôde constatar pelo facto de apesar de ser um dia de semana, o cortejo do aeroporto das Lajes, até à Cidade, num percurso de pouco mais do que 20 km, ter demorado cerca de uma hora e meia.

Chegados ao Solar Dona Violante do Canto, onde marcaram presença o Ministro da República para os Açores, General Conceição e Silva, o Presidente do Governo Regional dos Açores, Mota Amaral, o Presidente da Assembleia Regional dos Açores, Reis Leite, o Secretário Regional da Educação e Cultura, António Barcelos, o Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Leopoldino Tavares e o Bispo dos Açores, D. Aurélio Granada Escudeiro, realizou-se a cerimónia de inauguração da Sede do Sport Clube Lusitânia, que tinha sido destruída pelo sismo de 1980, ao que se seguiu a leitura das conclusões do Congresso e a sessão de enceramento, que teve alocuções de João Rocha, que salientou o cumprimento dos desejos dos fundadores do Sporting Clube de Portugal em criar não apenas uma coletividade de bairro, mas um Clube que se projetasse pelo mundo, um objetivo que estava concretizado numa altura em que o Clube tinha milhões de simpatizandes, mais 120 mil sócios, cerca de 16 mil praticantes, ansiando chegar aos 30 mil e centenas de Filiais, Delegações e Núcleos e de Emídio Pinheiro, que depois de agradecer todas as deferências que tinham sido dedicadas à comitiva pelo Sport Clube Lusitânia, concluiu que "o Sporting é, como a nossa Pátria, uma Pátria de diáspora. A dimensão do Sporting é a dimensão da nossa Pátria, onde está o Sporting, está a Pátria portuguesa. Que o nosso Congresso sirva, antes de tudo, a Pátria e, depois, o Sporting."

O Congresso terminou com as alocuções do Presidente do Governo Regional e do Ministro da República para os Açores, numa ilha que respirava Sportinguismo e onde João Rocha afirmou ter encontrado 9 Sportinguistas em cada 10 habitantes, uma militância que era alimentada principalmente pelo Sport Clube Lusitânia, que era o mais representativo Clube dos Açores e, simultaneamente, a 14ª Delegação do Sporting Clube de Portugal, mas também pelo Sporting Clube Os Leões do Porto Judeu, a Filial nº 131.

Concluído o Congresso, a comitiva leonina deslocou-se à Ilha de São Miguel, de onde, depois, regressou a Lisboa.

To-mane (discussão) 16h11min de 15 de abril de 2026 (WEST)