No dia 20 de Janeiro de 2026 o Sporting recebeu o Paris Saint Germain em jogo a contar para a Liga dos Campeões. Os franceses eram os detentores do título, sendo considerados por muitos a melhor equipa do mundo, mas não atravessavam um grande momento, pois tinham acabado de ser eliminados da Taça de França pelo Paris FC e ocupavam o 2º lugar no Campeonato francês, embora a apenas 1 ponto do surpreendente Lens.
O Sporting estava numa situação parecida, pois tinha começado o ano a empatar em Barcelos com o Gil Vicente, ficando a 7 pontos de um FC Porto que parecia imparável no Campeonato português e logo de seguida perdera com o Vitória de Guimarães, na meia-final da Taça da Liga. Para além disso a equipa continuava abalada por uma onda de lesões e para este jogo Rui Borges não podia contar com Ousmane Diomande, Geovany Quenda, Pedro Gonçalves e Fotis Ioannidis, sem esquecer que o Capitão Morten Hjulmand estava a cumprir um jogo de castigo por acumulação de amarelos e que Daniel Bragança e Zeno Debast ainda não tinham ritmo para um jogo destes, depois de longas paragens devido a lesões.
Perante isto, a maioria dos cerca de 50 mil Sportinguistas que esgotaram a lotação do Estádio José Alvalade não estaria muito confiante e provavelmente pedia apenas que a equipa não fosse humilhada perante um adversário que costumava ser esmagador em termos de posse de bola.
De facto o início de jogo foi penoso para o Sporting que não conseguia ter bola e teve de sofrer muito, embora também não se possa dizer que o PSG tenha tido grandes oportunidades, contando-se no final da 1ª parte umas quatro ou cinco jogadas de perigo, que Rui Silva foi travando sem grandes dificuldades, enquanto o Sporting só por duas vezes conseguiu chegar à área francesa, mas Geny Catamo aos 13m e Hidemasa Morita perto do intervalo, não acertaram na baliza. Pelo meio, o VAR voltou a ser determinante ao obrigar o árbitro inglês Anthony Taylor a anular um golo que tinha sido precedido de falta.
A 2ª parte foi diferente com o Sporting a conseguir soltar-se mais no ataque e aos 53 minutos Luis Suárez chegou um tudo nada atrasado a um passe de morte de Francisco Trincão, naquela que terá sido a melhor oportunidade de golo até aí. Respondeu Dembéle que aos 60 minutos obrigou Rui Silva à defesa da noite.
Um pouco antes, o cartão amarelo visto por Ricardo Mangas que terá estado na base da sua substituição foi um dos momentos determinantes do jogo, pois o avanço de Geny Catamo para a linha da frente e o recuo de Maxi Araújo para a posição de lateral melhoram a equipa e aos 64 minutos o moçambicano voltou a ameaçar, mas o seu remate saiu fraco.
O sinal estava dado e aos 73 minutos a sorte sorriu aos Leões, quando na sequência de um canto a bola ressaltou em Georgios Vagiannidis e sobrou para Luis Suárez, que não perdoou. O PSG reagiu forte e 5 minutos depois Kvaratskhelia empatou com um golão que fez tremer Alvalade.
As equipas pareciam satisfeitas com o empate, mas era dia do Sporting e Rui Borges voltou a acertar em cheio quando lançou Alisson Santos, que mexeu com o jogo, e, no fim, o número premiado saiu outra vez a Luis Suárez, que aproveitou uma defesa incompleta de Lucas Chevalier para desviar a bola para o fundo das redes com um cabeceamento certeiro.
Estava consumada mais uma grande noite europeia do Sporting que acabara de derrotar o campeão da Europa, num jogo em que o PSG atacou muito, mas sem criar grande perigo, enquanto os Leões defenderam de uma forma estoica e foram mortíferos na hora de atacar, criando as melhores oportunidades de golo e conseguindo uma vitória histórica que lhes garantia o apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões.
To-mane (discussão) 12h52min de 21 de janeiro de 2026 (WET)
Ficha do Jogo