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| − | |nome =SCP - Celeste Caeiro.jpg | + | |nome =Celeste Martins Caeiro |
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| − | A Dona Celeste Caeiro ostenta com orgulho o cravo que traz ao peito. A sua história cruza-se com a Revolução de Abril por ter distribuído a flor por entre os militares num ato que daria cor e aroma ao dia em que se proclamou a liberdade.
| + | Com uma infância difícil fruto de ter nascido no seio de uma família desestruturada, Celeste Caeiro desde muito nova teve de lutar e trabalhar para singrar na vida. |
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| − | Aos 91 anos foi pela primeira vez ao estádio do clube do seu coração na companhia da neta.
| + | Foi crescendo em instituições de solidariedade social e formou-se em pré-enfermagem com equivalência ao segundo ano do liceu. No entanto acabou por nunca exercer enfermagem devido a problemas de saúde que lhe afetavam os pulmões e que a iriam acompanhar para toda a vida. |
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| − | A liberdade não tem cor, mas por momentos ganhou contornos de verde e branco. | + | A 25 de Abril de 1974 Celeste Caeiro entra para sempre na História de Portugal. |
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| − | [[Categoria:Outros]] | + | Então com 40 anos, Celeste Caeiro trabalhava no restaurante "Sir" no edifício Franjinhas da Rua Braamcamp em Lisboa. O restaurante, inaugurado precisamente um ano antes, tinha previsto para o dia do primeiro aniversário uma comemoração especial, oferecendo flores (cravos) às senhoras clientes e um cálice de Porto aos cavalheiros. Só que nesse dia com a Revolução nas ruas de Lisboa, o restaurante acabou por não abrir. A gerência dispensou os funcionários para voltarem para casa e deu-lhes os cravos para levarem consigo, já que não teriam utilidade no restaurante. Assim cada funcionário levou um molho de cravos vermelhos e brancos. A caminho de casa, na esquina da Rua do Carmo, Celeste deparou-se com os Militares que estavam a tomar posições na Baixa. Por essa altura um Soldado pediu-lhe um cigarro, como não tinha nenhum, Celeste deu-lhe a única coisa que tinha para dar naquele momento - cravos. Dizendo: "Se quiser tome, um cravo oferece-se a qualquer pessoa". O Militar aceitou e pôs a flor no cano da espingarda, Celeste foi dando cravos aos soldados que ia encontrando, desde o Chiado até ao pé da Igreja dos Mártires e a partir daí é História. |
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| | + | Depois deste seu gesto, Celeste passou a ser conhecida por "Celeste dos Cravos". |
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| | + | Ligada para sempre à Revolução que devido a ela se chamou dos Cravos e ao estabelecimento da Democracia em Portugal, Celeste recebeu quer em vida quer a título póstumo inúmeras distinções. |
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| | + | Tendo o [[Sporting]] por Clube do Coração, Celeste Caeiro foi pela primeira vez a Alvalade em 2024 na companhia da neta, 50 anos depois dos [[Campeões da Liberdade - 1973/74|Campeões da Liberdade]] e com o [[Sporting]] novamente Campeão. |
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| | + | Faleceu a 15 de novembro de 2024 com 91 anos, no Hospital de Leiria devido a problemas respiratórios. |
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| | + | Em sua homenagem esta página foi criada a 25 de Abril de 2026. |
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| | + | [[Categoria:Personalidades]] |
Edição atual desde as 13h15min de 29 de abril de 2026
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Dados de Celeste Caeiro |
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| Nome |
Celeste Martins Caeiro
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| Nascimento |
terça-feira, 02 de Maio de 19331933-05-02T{{{4}}}:{{{5}}}
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| Naturalidade |
Socorro - Lisboa - Portugal
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| Posição |
"Celeste dos Cravos"
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Com uma infância difícil fruto de ter nascido no seio de uma família desestruturada, Celeste Caeiro desde muito nova teve de lutar e trabalhar para singrar na vida.
Foi crescendo em instituições de solidariedade social e formou-se em pré-enfermagem com equivalência ao segundo ano do liceu. No entanto acabou por nunca exercer enfermagem devido a problemas de saúde que lhe afetavam os pulmões e que a iriam acompanhar para toda a vida.
A 25 de Abril de 1974 Celeste Caeiro entra para sempre na História de Portugal.
Então com 40 anos, Celeste Caeiro trabalhava no restaurante "Sir" no edifício Franjinhas da Rua Braamcamp em Lisboa. O restaurante, inaugurado precisamente um ano antes, tinha previsto para o dia do primeiro aniversário uma comemoração especial, oferecendo flores (cravos) às senhoras clientes e um cálice de Porto aos cavalheiros. Só que nesse dia com a Revolução nas ruas de Lisboa, o restaurante acabou por não abrir. A gerência dispensou os funcionários para voltarem para casa e deu-lhes os cravos para levarem consigo, já que não teriam utilidade no restaurante. Assim cada funcionário levou um molho de cravos vermelhos e brancos. A caminho de casa, na esquina da Rua do Carmo, Celeste deparou-se com os Militares que estavam a tomar posições na Baixa. Por essa altura um Soldado pediu-lhe um cigarro, como não tinha nenhum, Celeste deu-lhe a única coisa que tinha para dar naquele momento - cravos. Dizendo: "Se quiser tome, um cravo oferece-se a qualquer pessoa". O Militar aceitou e pôs a flor no cano da espingarda, Celeste foi dando cravos aos soldados que ia encontrando, desde o Chiado até ao pé da Igreja dos Mártires e a partir daí é História.
Depois deste seu gesto, Celeste passou a ser conhecida por "Celeste dos Cravos".
Ligada para sempre à Revolução que devido a ela se chamou dos Cravos e ao estabelecimento da Democracia em Portugal, Celeste recebeu quer em vida quer a título póstumo inúmeras distinções.
Tendo o Sporting por Clube do Coração, Celeste Caeiro foi pela primeira vez a Alvalade em 2024 na companhia da neta, 50 anos depois dos Campeões da Liberdade e com o Sporting novamente Campeão.
Faleceu a 15 de novembro de 2024 com 91 anos, no Hospital de Leiria devido a problemas respiratórios.
Em sua homenagem esta página foi criada a 25 de Abril de 2026.